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200 mil pessoas fogem das cheias no Sul do Paquistão

200 mil pessoas fogem das cheias no Sul do Paquistão
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A escassez de alimentos ameaça agravar o impacto das cheias que afectam o Paquistão.

Com um quinto do país sob as águas, a ONU alertou para o risco de que a fome dificulte o quotidiano dos mais de 6 milhões de desalojados.

Uma situação que piora de dia para dia, em especial na região de Sindh, a mais afectada, e no centro do país, onde a subida das águas provocou mais de 1500 mortos.

Esta manhã, exército e polícia prosseguiam a evacuação de várias localidades.

Pelo menos 200 mil pessoas abandonaram nas últimas 24 horas as cidades de Shahdadkot, Sajawal e Thatta onde as águas cobrem ainda a maioria dos edifícios.

Criticado pela resposta tardia à tragédia, o governo voltou ontem a apelar à ajuda internacional, num momento em que as organizações islamitas são as únicas a distribuir mantimentos nas regiões mais afectadas.

A NATO ofereceu hoje meios aéreos para transportar a ajuda humanitária estrangeira para o Paquistão.

A comunidade internacional já prometeu mais de 800 milhões de dólares de doações.

Um gesto de solidariedade quando o FMI organiza hoje em Washington uma reunião com responsáveis paquistaneses para discutir o reembolso do empréstimo de 10 mil milhões de dólares concedido ao país.

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