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Polícia filipina admite falhas nas operações de resgate de reféns em Manila

Polícia filipina admite falhas nas operações de resgate de reféns em Manila
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A polícia filipina faz “mea culpa” e admite ter cometido falhas nas operações de resgate
dos reféns do sequestro de um autocarro, com 25 pessoas a bordo, em Manila.

As autoridades reconhecem que não estavam bem preparadas para a gestão do incidente, que terminou com a morte de nove turistas de Hong Kong, segundo as últimas informações.

As vítimas foram homenageadas esta terça-feira numa cerimónia budista, entre lágrimas de familiares e amigos que se deslocaram ao local da tragédia.

O embaixador chinês nas Filipinas, Liu Jianchao, disse que vai pedir ao presidente filipino uma investigação profunda, com explicações por escrito sobre o incidente.

Benigno Aquino III, por seu lado, também confessou não estar satisfeito com a forma como a polícia do país lidou com o caso e ordenou a abertura de um inquérito: “Desde o início, o sequestrador estava a libertar pessoas, por isso esperávamos que o stress o abatesse um pouco, assim estaria mais predisposto para encontrar uma solução amigável e pacífica para o problema. Infelizmente isso não aconteceu”, disse o presidente das Filipinas.

Oficiais chineses encontraram-se esta terça-feira com agentes da polícia das Filipinas para agilizar o regresso dos corpos das vítimas a Hong Kong.

Durante o sequestro, que durou mais de dez horas, sete turistas de Hong Kong, incluindo um idoso e três crianças, e dois filipinos, o guia turístico e um fotógrafo, foram libertados. O motorista da viatura conseguiu fugir por uma janela partida.

O sequestrador, de 55 anos, morreu ao ser atingido na cabeça por um disparo de um atirador com arma de precisão.

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