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Mineiros soterrados escrevem às famílas

Mineiros soterrados escrevem às famílas
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Dias difícieis para os 33 mineiros chilenos soterrados. E já se passaram mais de três semanas.

Um drama que se joga, tranquilamente em dois tabuleiros. Numa galeria da mina, 33 homens esperam pelo dia em que serão resgatados, o que só acontecerá daqui a três meses.

Entretanto, vão comunicando com o exterior, por video e carta, o que aumentou a sua qualidade de vida e reforçou a capacidade de resistência, dizem as autoridades.

À superfície, as famílias vivem a ansiedade do momento e esperam notícias dos soterrados.

Chistina Nuñez até já recebeu uma carta do namorado. Mesmo no fundo da mina, ele permanece atento à vida dos filhos:

“Ele saudou-nos e fez-me perguntas sobre os estudos da sua filha. Está muito interessado na filha. Ele quer casar comigo e eu disse que sim”.

Mas há cinco mineiros que levantam mais preocupação. Estão isolados dos restantes, recebem comida com muita dificuldade e dão alguns sinais de depressão.

O ministro da Saúde, Jaime Manalich, disse que vão ter assistência psicológica, à distância.

Os outros vão fazendo declarações de amor:

“Ele escreveu que me amava e que não pode viver sem mim – conta uma mulher – e disse ainda para eu cuidar bem do meu bébé”

São estes os melhores momentos, que alternam com os outros. Os do desespero, confessado pela irmã de um deles::

“Isto é uma situação desesperante, porque não podemos fazer nada por eles”.

E para estarem mais perto, as famílias montaram um acampamento à superfície. Assim as boas notícias chegam mais depressa.