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Kadhafi faz proselitismo em Itália

Kadhafi faz proselitismo em Itália
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“As mulheres são mais respeitadas na Líbia do que no Ocidente”. É a opinião de Muhamar Kadafi amplamente difundida em duas dissertações sobre o Islão a que assistiram centenas de jovens mulheres, domingo e segunda-feira, em Roma.

O líder líbio, que está de visita a Itália, para celebrar com Sílvio Berlusconi o segundo aniversário do tratado de amizade que pôs fim ao contencioso entre os dois países sobre a era colonial, fez-se rodear de jovens, escolhidas por uma agência de modelos e remuneradas, a quem incentivou a casarem com homens líbios.

O comportamento de Kadaffi em Itália está a provocar reacções de todos os quadrantes da sociedade:

“É claro que não levamos Kadaffi a sério. Ele provém de uma cultura muito especial que trata as mulheres desta forma. É patético”, afirma uma mulher.

“Eu, enquanto cidadão italiano estou indignado. Uma coisa são os negócios, outra são os valores. Isto é embaraçoso. O governo italiano devia ter muito cuidado com este tipo de jogos.”

Kadafi não se coibiu também de afirmar que a Europa devia converte-se ao Islão.

Berlusconi, que só ao fim do dia de segunda-feira se encontrou com o presidente líbio, terá, segundo a imprensa, comentado que se trata de “puro folclore”, e que “não se devem fazer ondas face aos interesses económicos que a Itália tem com a Líbia”.

Negócios à parte, os italianos consideram que há limites e as críticas vêm também do partido do governo.