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Protestos contra centrais nucleares recuperam energia na Alemanha

Protestos contra centrais nucleares recuperam energia na Alemanha
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O movimento anti-nuclear volta a desfilar nas ruas de Berlim, para protestar contra os projectos do governo de atrasar o desmantelamento das centrais atómicas.

Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se em Berlim para exigir que o governo mantenha o compromisso, firmado pelo executivo SPD/Verdes em 2000, de encerrar todas as centrais nucleares até 2022.

O antigo ministro do ambiente e membro do SPD, Sigmar Gabriel, acusa o actual governo de, “demolir os acordos prévios sobre o tema e de prolongar o recurso à energia nuclear para lá de 2040, condenando as energias renováveis”.

A nova coligação governamental entre CDU e os liberais do FDP anunciou já que pretende prolongar o tempo de vida das centrais até 2034 para cumprir as metas de redução das emissões de dióxido de carbono. Uma medida contestada por 59% dos alemães.

Para o líder dos cristãos democratas bávaros, “os opositores podem manifestar-se como quiserem, mas não representam a maioria da população”.

Com as novas medidas, que compreendem 17 centrais, o governo pretende arrecadar mais de dois mil milhões de euros anuais com a criação de um imposto sobre o lucro dos grupos de energia nuclear.

Um facto que leva os opositores a acusarem Angela Merkel de se vender aos grandes grupos industriais.