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Desigualdades na greve geral em Espanha

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Desigualdades na greve geral em Espanha

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Espanha enfrentou uma jornada de greve geral vivida de forma desigual nos diferentes sectores de actividade.

Se na indústria e nos transportes as perturbações foram visíveis, já a maioria dos comércios e serviços abstiveram-se da paralização.

Os sindicatos reclamam, no entanto, uma participação da ordem dos 70 por cento. O líder das Comissões Operárias – uma das principais organizações sindicais – considera que foi “um grande sucesso, que não se pode discutir com números ou imagens, uma resposta maciça da democracia e da liberdade”.

A primeira greve geral da era Zapatero contestava as medidas de austeridade adoptadas por Madrid e, em concreto, a reforma laboral aprovada em Junho.

Os opositores do primeiro-ministro consideram que o governo “facilitou os despedimentos” sem contribuir para a flexibilização do mercado de trabalho ou combater a precariedade.

O dia de protestos ficou também marcado por episódios de violência, com 38 detenções em Madrid e perto de 60 na Catalunha, sobretudo em Barcelona, que viveu várias horas de distúrbios protagonizados por grupos de jovens radicais.