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Patrões do FMI de do Banco Mundial falam em "guerra de divisas"

Patrões do FMI de do Banco Mundial falam em "guerra de divisas"
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial querem evitar uma guerra de divisas.

Os líderes das duas organizações estiveram reunidos e disseram que é preciso evitar uma guerra em torno da cotação das moedas, isto numa altura em que aumentam as pressões sobre a China para que a cotação do yuan seja ainda mais flexibilizada.

“Os países desenvolvidos estão a flexibilizar a política monetária, enquanto os países em desenvolvimento a endurecem, como resposta ao crescimento. Alguns países com excedentes estão a baixar o valor das moedas, para aumentar as exportações, o que está a causar tensões internacionais”, disse Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial.

Para o director do FMI, Dominique Strauss-Kahn, a hipótese de uma guerra de divisas é real.

Strauss-Kahn disse ainda que, se países como a China querem ter uma palavra mais importante a dizerdentro do FMI, isso significa que têm também de ter mais responsabilidade: “Muitos têm falado sobre uma guerra de divisas, penso que eu próprio usei essa expressão, que talvez seja demasiado militar. Mas é verdade que há países que vêem a sua moeda como uma arma e isso não é bom para a economia mundial”.

As autoridades chinesas fizeram uma revalorização do yuan durante a crise económica, mas os países ocidentais pedem mais flexibilidade.

Entretanto, o Japão e a Coreia do Sul prometeram trabalhar com os parceiros asiáticos, no sentido de acalmar esta guerra de divisas. Recentemente, o Banco do Japão interveio directamente na cotação do iene.

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