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Dissidente chinês detido vence Nobel da Paz

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Dissidente chinês detido vence Nobel da Paz

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É o rosto do Nobel da Paz 2010.

O Prémio foi atribuído, esta sexta-feira, ao dissidente político chinês, Liu Xiaobo.

O antigo professor de literatura, de 54 anos, foi condenado em 2009 a 11 anos de prisão, por subversão do poder do Estado.

O intelectual que luta pelos direitos humanos foi detido após a divulgação de um manifesto para promover reformas políticas e democratizar a China.

“O Comité Nobel Norueguês acredita que existe uma estreita ligação entre os direitos humanos e a paz. Estes direitos são um pré requisito para a fraternidade como era o desejo de Alfred Nobel expresso no testamento” afirma o presidente Thorburn Jagland.

Conhecido o prémio Nobel da Paz deste ano, um mar de gente concentrou-se junto à casa de Xiaobo que se encontra detido.

O dissidente passou as duas últimas décadas a entrar e a sair da cadeia. O percurso de Xiaobo valeu-lhe, esta sexta-feira, um dos prémios mais prestigiantes de sempre, mas no país continua a ser para muitos um desconhecido.

“Tenho pena que muitos chineses não façam ideia o que é o manifesto 08 e desconheçam Liu Xiaobo.
É uma tragédia. Mas acredito que esta situação vai mudar e que um dia os cidadãos vão saber quem é o prémio Nobel da Paz” afirma um professor universitário chinês.

A mulher de Xiaobo mostrou-se encantada com a atribuição do Prémio e numa entrevista feita por telefone disse que a escolha do marido para Nobel da Paz foi uma surpresa. Considera que o prémio é sinónimo de honra e de responsabilidade. Termina por dizer que o marido vai ficar muito contente quando souber que foi o escolhido.

Uma informação que o laureado não vai ficar a saber através da televisão. A emissão foi interrompida pouco antes de ser conhecido o vencedor deste ano.

A leitura de um comunicado do ministro dos Negócios Estrangeiros foi única referência ao Prémio Nobel da Paz. Uma escolha que segundo Pequim vai contra os princípios definidos pelo magnata sueco Alfred Nobel.