Última hora
This content is not available in your region

Nobel da Paz embaraça China

Nobel da Paz embaraça China
Tamanho do texto Aa Aa

As manifestações de apoio ao novo prémio Nobel da Paz multiplicam-se. Em Hong Kong, dezenas de pessoas mostraram solidariedade com o dissidente político chinês, Liu Xiaobo, que está preso.

Um grupo de manifestantes concentrou-se em frente ao ministério dos Negócios Estrangeiros chinês na antiga colónia britânica.

A atribuição do Nobel da Paz deu um novo fôlego aos que exigem a libertação imediata de Xiaobo.

No entanto, o governo chinês recebeu este prémio com indignação e activou a máquina mediática para classificar de “blasfémia” a decisão do Comité Nobel.

O embaixador norueguês foi convocado pelas autoridades chinesas que manifestaram o descontentamento. Mas as ameaças não bastam para travar a vaga de apelos da União Europeia, dos Estados Unidos, da ONU e do próprio Dalai Lama que pedem a libertação do dissidente.

“Temos uma relação ampla e madura com a China. Como dissemos inúmeras vezes, abrange várias questões: questões económicas, comerciais e monetárias, tal como as questões relacionadas com os direitos humanos”, diz Mark Toner, porta-voz do Departamento do Estado norte-americano.

Liu Xiaobo foi detido em Dezembro de 2008, depois de ter promovido um abaixo-assinado a favor da introdução de reformas políticas na China, nomeadamente o fim do regime de partido único, a independência do poder judicial e a liberdade de associação.

O antigo professor de literatura, de 54 anos, foi condenado em 2009 a 11 anos de prisão, por subversão do poder do Estado.