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Kirchner: o homem que mudou o rosto da Argentina

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Kirchner: o homem que mudou o rosto da Argentina

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Chegou à presidência da Argentina em Março de 2003.

Ao fim de apenas três meses, Nestor Kirchner torna-se no chefe de Estado com a maior taxa de popularidade de sempre no país. Cerca de 80% da população aprova a gestão do novo líder.

E nos anos seguintes, Kirchner continua a surpreender, acabando, por liderar uma recuperação económica sem precedentes na Argentina.

Desvalorizou o peso para incentivar as exportações, apostou em elevados subsídios para alimentar o consumo interno e adoptou uma política fiscal rigorosa.

Em 2005, paga a dívida ao Fundo Monetário Internacional e a Argentina respira de alívio.

O líder do Partido Peronista procurou fortalecer o Mercosul, a organização de cinco países da América do Sul com um mercado comum de livre comércio.

Fundado pelo Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, o mercado inspira-se no modelo da União Europeia.

Com a adesão da Venezuela, impulsionada por Kirchner, o Mercosul passou a constituir um bloco com mais de 250 milhões de habitantes.

Mas para as mães da Praça de Maio o maior legado do antigo Presidente são os direitos humanos.

Cerca de 30 mil pessoas morreram ou desapareceram durante a ditadura entre 1976 e 1983.

Kirchner contribuiu para que centenas de antigos responsáveis por atropelos aos direitos humanos durante o regime militar fossem julgados, e algumas dezenas condenados.

Conseguiu, ainda, transformar um símbolo da ditadura: a Escola de Mecânica da Armada num centro mundial dos direitos humanos.

Em 2007, passa o testemunho à mulher na presidência do país.