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Merkel condena protestos violentos contra comboio nuclear

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Merkel condena protestos violentos contra comboio nuclear

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O comboio da polémica prossegue a sua viagem ao longo da Alemanha, acompanhado pelos protestos de dezenas de milhares de militantes ecologistas.

Um trajecto que se iniciou ontem em França, e que foi alterado por várias vezes para contornar os activistas que bloqueiam vários ramais da rede de caminho-de-ferro.

Mais de 30 mil pessoas concentraram-se este sábado em Dannenberg, nos arredores do destino final do comboio, para protestar contra o transporte de resíduos nucleares.

Uma manifestação que reaviva o movimento anti-nuclear na Alemanha, depois do governo de Angela Merkel ter revisto a decisão de encerrar todas as centrais nucleares do país até 2020.

De visita a Bona para assistir ao congresso regional do partido conservador, a Chanceler alemã condenou a violência dos protestos.

“As manifestações pacíficas fazem parte da nossa cultura, mas sem ultrapassar certos limites. Retirar a gravilha das linhas de caminho de ferro não é uma forma pacífica de protestar, mas um acto criminoso”.

Milhares de polícias franceses e alemães escoltam o transporte com destino ao cemitério nuclear de Gorleben, um carregamento que a organização Greenpeace compara a “uma central de Chernobyl sobre rodas”.

Os ecologistas denunciam a falta de condições de segurança durante aquele que é o décimo primeiro transporte do género, em duas décadas, entre a França e a Alemanha.

Os resíduos provêm de centrais nucleares alemãs e tinham sido tratados em França, para serem armazenados na antiga mina de sal de Gorleben.