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Quotas de pesca do atum vermelho de novo em discussão

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Quotas de pesca do atum vermelho de novo em discussão

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Representantes de quase cinquenta países começaram, esta sexta-feira, em Paris, a discutir as quotas de pesca do atum vermelho para 2011.

Junto ao local onde decorre o encontro, dezenas de manifestantes da Greenpeace pediram uma redução drástica das quotas e criticaram a posição da União Europeia:

“Há dez dias, a Comissão Europeia tinha proposto uma quota de seis mil toneladas e agora estão a falar numa redução de apenas duas mil toneladas, ou seja para as 11. Isto é claramente insuficiente e deve-se ao lobby dos países pesqueiros como é o caso da França”, afirma um activista.

A quota para 2010 foi fixada em 13.500 toneladas. A União Europeia terá cedido às pressões de França, Espanha e outros países do Mediterrêneo para retirar uma proposta que previa a redução para menos de metade.

Outro grande opositor aos cortes é o Japão, o maior consumidor desta espécie. A delegação nipónica é muito vaga nas suas intenções: “Primeiro temos que tomar medidas baseadas em estudos científicos mas não só e depois comprometer-nos com elas. Isto são dois aspectos importantes”, refere o responsável japonês das pescas.

Segundo estudos científicos, os stocks de atum vermelho no Atlântico e no Mediterrâneo diminuiram 60% entre 1997 e 2007 e a espécie está fortemente ameaçada.

Os peritos vão debater a questão durante uma semana, mas a decisão não será fácil.