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Portugal. "A maior greve de sempre"

Portugal. "A maior greve de sempre"
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A greve geral desta quarta-feira, em Portugal, afectou quase todos os transportes públicos, sobretudo nas grandes cidades.

O Metro não abriu as portas em Lisboa, os comboios quase não circularam e os aeroportos estiveram praticamente paralisados.

Para os dirigentes sindicais da CGTP e da UGT, o balanço desta jornada de luta é bastante positivo:

“Quanto a nós, esta é a maior greve de sempre. É maior do que a greve de 1988 e é uma greve que, quando comparada com as greves de carácter sectorial, na grande maioria dos casos, se traduz por uma maior adesão”, afirmou João Porença, líder da UGT.

Mas todas as greves têm uma leitura diferente por parte dos sindicatos e do governo. As centrais sindicais falam de adesão de cerca de 80% nos serviços públicos, o executivo apresentou um cálculo que não vai além dos 20% e, para a ministra do Trabalho, foi uma greve tranquila:

“Aqueles trabalhadores que aderiram à greve estão a exercer normalmente um direito que a constituição lhes garante, mas isso não significa que Portugal esteja paralisado e penso que podemos dizer que está a ser uma greve tranquila”, disse Helena André.

Foi a primeira vez desde 1988 que as duas centrais sindicais se uniram no apelo à greve. Um protesto não só contra as medidas restritivas do orçamento do Estado, mas sobretudo contra as políticas económica e social do governo socialista.

CGTP e UGT garantem que cerca de três milhões de trabalhadores portugueses pararam esta quarta-feira.