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Wikileaks vai revelar mais informações que prometem comprometer EUA

Wikileaks vai revelar mais informações que prometem comprometer EUA
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A Wikileaks prepara-se para voltar a causar polémica com a divulgação de informações que podem embaraçar a diplomacia norte-americana.

O site especializado em publicar documentos confidenciais prometeu para estes dias, não se sabe ao certo quando, mas pode ser já este sábado, a revelação de mais dados secretos.

Suspeita-se que se tratará de dois milhões de documentos da correspondência diplomática do Departamento de Estado com as embaixadas dos Estados Unidos em todo o mundo, datados dos últimos cinco anos.

Washington já começou a prevenir os aliados, exemplos de Israel, Reino Unido, Noruega, Dinamarca, Finlândia ou Itália, reconhecendo que as revelações podem “criar tensões”.

De acordo com o jornal Kommersant, no caso da Rússia, por exemplo, estarão em causa “comentários sobre a política de Moscovo e “apreciações desagradáveis” sobre alguns dirigentes do país”.

Em relação à Turquia, haverá dados sobre o apoio dos Estados Unidos aos rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, refugiados no Iraque, assim como do apoio dos turcos à Al-Qaeda.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas americanas, almirante Mike Mullen, disse que as atitudes da Wikileaks são “extremamente perigosas” e ameaçam a vida das tropas e dos apoiantes dos Estados Unidos no mundo.

A Wikileaks já publicou cerca de 500 mil documentos secretos do governo norte-americano sobre as guerras do Afeganistão e do Iraque.

Até agora, as fontes têm sido mantidas anónimas, no entanto o soldado do exército dos Estados Unidos, Bradley Manning, encontra-se detido por alegadamente ter fornecido cerca de 90 mil documentos secretos sobre o Afeganistão ao site.

Mais recentemente, o fundador da Wikileaks, Julian Assange, foi acusado de violação. Apesar de a queixa ter sido retirada, mantém-se um mandado de captura internacional de um tribunal sueco para o interrogatório de Assange.