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Mladic: o momento da verdade

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Mladic: o momento da verdade

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Para quando a detenção de Ratko Mladic? Após quinze anos de fuga, a Sérvia aumentou, em Outubro, de um para dez milhões de euros a recompensa pelo fugitivo mais procurado.

Belgrado diz que está a fazer tudo para o deter. Mas o procurador do Tribunal Penal Internacional, Serge Brammertz, exige resultados concretos, em mais um relatório semestral apresentado esta segunda-feira ao Conselho de Segurança da ONU.

Belgrado sabe que a cooperação com o TPI é uma das condições para aceder à União Europeia. Os Vinte e sete deixaram isso claro, em Outubro, quando decidiram passar para as mãos da Comissão Europeia o exame da candidatura sérvia, apresentada há um ano.

Apesar das declarações de boa vontade de Belgrado, os analistas estão cépticos e, várias fontes sérvias garantem que durante anos, as autoridades souberam onde se escondia Ratko Mladic.

A pressão internacional aumentou e Belgrado começou a apertar o cerco nos últimos anos. A família está sob constante vigilância e, em Fevereiro deste ano, foram apreendidos os antigos diários de guerra de Mladic, na sua casa nos subúrbios de Belgrado. Um cerco que abrange também a rede de apoio, com a detenção de dezenas de pessoas, alguns deles ex-membros do exército sérvio ou dos serviços secretos.

Ratko Mladic, antigo comandante dos sérvios da Bósnia, é acusado de crimes de guerra, contra a humanidade e genocídio pelo cerco de Sarajevo e pela morte de mais de oito mil muçulmanos em Srebrenica.

Quinze anos passados sobre o massacre, as autoridades continuam a encontrar corpos, mas o Mladic continua a monte.

Os familiares e amigos afirmam que o fugitivo já morreu, mas a Sérvia não pode baixar os braços, arriscando-se a comprometer o seu futuro europeu.