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Balanço positivo do semestre da presidência belga da UE

Balanço positivo do semestre da presidência belga da UE
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A 1 de Janeiro, a Bélgica passa a presidência rotativa da União Europeia à Hungria, após um semestre com sucessos, apesar das difíceis circunstâncias em que decorreu.

A Bélgica assumiu o cargo com um governo demissionário e pela frente tinha a difícil missão de continuar a implementação do Tratado de Lisboa. O ainda chefe da diplomacia belga, Steven Vanackere, explica que o Tratado exigia claramente que ficassem na retaguarda ao nível do Conselho Europeu e do Conselho dos ministros dos Negócios Estrangeiros. Foi isso que fizeram.

Deveria ter durado algumas semanas, mas Yves Leterme, primeiro-ministro belga cessante, acabou por realizar todo o semestre da presidência. Um facto inédito. E, tal como tinha prometido, não deixou a crise política do país perturbar os trabalhos a nível europeu.

Seis meses após as eleições legislativas, a Bélgica continua sem um governo. O líder dos independentistas flamengos, Baart de Wever, vencedor do escrutínio de Junho, afirma que a “Bélgica é um Estado que fracassou”, um “estado doente”.

Mas os dirigentes belgas deixam a presidência da UE de cabeça bem erguida e com resultados. Um balanço feito pelo próprio ministro dos Negócios Estrangeiros cessante: “Facilitámos a busca de um consenso em termos de governação económica. Completámos o arsenal de textos jurídicos sobre a supervisão financeira. Conseguimos adoptar o orçamento para 2011”.

A Bélgica acabou por deixar o protagonismo a um outro belga, Herman Van Rompuy. O presidente permanente do Conselho Europeu e a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, tiveram tempo para se afirmarem nos respectivos postos.