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Londres quer acabar com as bebedeiras baratas

Londres quer acabar com as bebedeiras baratas
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“Bebedeiras baratas” é um anúncio que, em breve, poderá desaparecer das lojas britânicas. O governo de Londres anunciou, esta terça-feira, a intenção de fixar um preço mínimo para a venda de bebidas alcoólicas.

A ideia não convence os comerciantes, habituados a fazer promoções. “Não penso que seja uma boa notícia para os clientes”, diz uma vendedora, que acrescenta: “Ainda ontem um cliente se queixou de que o vinho estava caro e no entanto propomos três garrafas por dez libras.”

O executivo britânico estima que os preços demasiado baixos incitam ao consumo.

A nova medida visa, pois, combater o “binge-drinking” – esse hábito britânico de beber até cair para o lado, nos sábados à noite.

“Hoje podemos entrar em certos supermercados e comprar bebidas alcoólicas incrivelmente baratas. E as pessoas embebedam-se completamente, antes mesmo de saírem. E é isso que queremos combater”, explica o primeiro-ministro, David Cameron.

Segundo os últimos dados oficiais, relativos a 2007, o consumo excessivo de álcool provocou mais de 6500 mortos, só em Inglaterra. O que representa um aumento de 19 por cento, face a 2001.

O alcoolismo é um verdadeiro problema de saúde pública no Reino Unido. Em 2006-2007, os custos relativos ao álcool atingiram 2,7 mil milhões de libras, o equivalente a cerca de 3,3 mil milhões de euros.