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Egipcíos e a hora da revolução

Egipcíos e a hora da revolução
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No Cairo, milhares de egípcios desafiaram as autoridades e protestaram contra o Governo de Hosni Mubarak. Os egípcios querem o fim de três décadas de regime e na capital os protestos assumiram proporções que não se viam desde de 1970. Além do presidente, também o ministro do Interior e a polícia foram alvo de contestação.

Um dos líderes deste movimento de contestação – Abdel Halim Kandil do Kefaya movimento – avisa que “hoje não é sequer o início da revolução é apenas o envio de uma mensagem antes que a revolta do povo seja maior. Queremos mostrar às pessoas que um levantamento é possível”.

Gamal Hesmat do Muslim Brotherhood refere: “Dizemos que já não outro remédio, este sistema vive os seus últimos dias. Ele devia já ter começado as reformas, acreditamos que o atual regime não é capaz”.

A manifestação foi inspirada pela onda de protestos populares que vem sacudindo a Tunísia desde dezembro e que levaram à renúncia do presidente Ben Ali.

O Cairo foi o principal centro dos protestos mas registaram-se também grandes manifestações em Alexandria, no norte, e Assouan no Delta do Nilo.

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