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Aranhas têm solução médica para reparar cartilagens e ossos humanos

Aranhas têm solução médica para reparar cartilagens e ossos humanos
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A resistência da seda das aranhas para fazer as teias deve-se à maneira como os aracnídeos a produzem. Este processo está na origem de uma nova técnica que pode dar resultados médicos extraordinários.

“As aranhas são o resultado de 400 milhões de anos de evolução e são incríveis engenheiros biológicos miniatura”, afirma Nick Skaer, presidente executivo da empresa Orthox.

Nick Skaer é um “homem-aranha” dos tempos modernos, fascinado pela seda. “Temos estado a tentar transformar as propriedades da seda das aranhas em matéria de reparação, um tecido estruturante, para reparar cartilagens e ossos.”

A seda de aranha é extremamente resistente, mas os aracnídeos produzem-na em pequenas quantidades e não são os animais mais fáceis de lidar. Foi por isso que Nick encontrou uma alternativa.

“Para podermos comercializar estes tecidos precisamos de grandes quantidades de matéria-prima e os bichos-da-seda têm essa capacidade. Depois dividimos a seda bruta em moléculas de seda individuais o que dá um polímero como este e isto é muito semelhante ao que encontramos quando abrimos uma aranha ou um bicho-da-seda. O que fazemos em seguida é processá-lo como fazem as aranhas e no fim temos tecidos estruturantes extremamente resistentes e resilientes.”

Para obter o resultado desejado é necessário tratar a seda por forma a alinhar as moléculas como se fosse uma teia de aranha.

Os primeiros produtos a sair deste laboratório perto de Oxford, em Inglaterra, para o mercado são implantes de cartilagem para joelhos. “O que o cirurgião vai fazer é cortar o defeito na cartilagem, depois corta o nosso dispositivo para o tamanho necessário e coloca-o no defeito”, explica Nick Skaer.

O implante foi concebido no decorrer de um projecto de pesquisa da União Europeia e essa colaboração abriu novas portas a Nick.

“Descobrimos uma companhia de células estaminais fantástica na Holanda, chamada Expand, que tem estado a utilizar os nossos tecidos estruturantes nas terapias avançadas com células estaminais e isto poderá levar a uma melhor capacidade regenerativa neste tipo de produtos.”

Os testes clínicos deverão começar em 2011 e os níveis de confiança são elevados. “Como é baseado num processo biológico é muito simples e relativamente barato. Estamos muito perto de conseguir um produto prestes a ser implantado nos humanos. Não é ficção científica, é algo que está muito perto de se tornar realidade”, afirma Nick confiante.

http://www.orthox.co.uk

http://www.silkbone.org