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Milhares de italianos mobilizados para pedir demissão de Berlusconi

Milhares de italianos mobilizados para pedir demissão de Berlusconi
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Milhares de pessoas saíram à rua em várias cidades italianas para exigir a demissão de Silvio Berlusconi.

Com palavras de ordem como “a Itália não é um bordel”, denunciavam o mais recente escândalo sexual que envolve o primeiro-ministro, acusado de incitar a prostituição de uma menor.

Lembrando o movimento de contestação contra o poder que domina as atenções mundiais, uma manifestante dizia que a Itália “está ao mesmo nível que o Egito”.

O maior protesto concentrou mais de nove mil pessoas em Milão, precisamente a cidade onde Berlusconi mede forças com a Justiça.

A manifestação convocada pela associação “Liberdade e Justiça” contou com figuras de relevo, como o escritor Umberto Eco, que sublinhou que o primeiro-ministro italiano “partilha um vício” com o presidente egípcio Hosni Mubarak, que é “o facto de não querer demitir-se”.

Entre os numerosos intelectuais e personalidades do mundo da cultura e da sociedade italiana, esteve também o escritor Roberto Saviano, que afirmou que “qualquer pessoa que critica um governo sabe que pagará o preço de ser acusado de difamação e de ver atacada a sua legitimidade”.

Apesar da multiplicação de manifestações, com novos protestos convocados para este domingo e para o próximo dia 13, Berlusconi continua a recusar a possibilidade de eleições antecipadas.

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