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Manifestantes não querem "estado religioso, nem militar"

Manifestantes não querem "estado religioso, nem militar"
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Ao 13° dia de protestos, a praça Tahrir continua cheia de manifestantes anti-Mubarak. O exército tentou convencer os cidadãos a abandonarem o local, mas não conseguiu.

Os manifestantes gritaram, hoje, que não querem “um estado religioso, nem militar”.

Este domingo, celebrou-se uma missa copta na Praça Tahrir. Cristãos e muçulmanos têm estado lado a lado nos protestos contra o regime.

Pela primeira vez, o Papa pronunciou-se, hoje, sobre a situação no Egito. Bento XVI fez votos para que o país “recupere a tranquilidade e a convivência pacífica”.

Depois da missa, realizaram-se as orações muçulmanas. Foram dedicadas aos mártires. Desde o dia 25 de janeiro, altura em que começaram os protestos, já morreram cerca de 300 pessoas e milhares ficaram feridas.

As vítimas dos protestos também foram recordadas na reunião do vice-presidente egípcio com os representantes da oposição. Os participantes cumpriram um minuto de silêncio.

Lentamente, o centro do Cairo está a voltar à normalidade. Muitas lojas nas imediações da praça reabriram este domingo. O mesmo fizeram os bancos, ainda que apenas durante três horas.