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Fuga massiva de emigrantes para países vizinhos da Líbia

Fuga massiva de emigrantes para países vizinhos da Líbia
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Deixaram tudo para trás para escapar à onda de violência na Líbia.

Em apenas 48 horas chegaram à Tunísia cerca de 6000 emigrantes. Homens, mulheres e crianças que travessaram a fronteira que liga os dois países.

Temem que o discurso de Muammar Kadhafi provoca mais derramamento de sangue:

“A situação é má. Eles estão a matar as pessoas e a roubar o dinheiro” afirma um homem.

A proteção civil tunisina e a cruz vermelha reforçaram a presença na fronteira de Ras Jedir, antevendo, um agravamento da situação. Ao mesmo tempo, multiplicam-se os apelos às dádivas de sangue.

Estima-se que vivam na Líbia cerca de 80 mil tunisinos e mais de um milhão e meio de egípcios. Cidadãos que acompanharam à distância as revoltas populares nos países de origem e tentam, agora, regressar.

Nas mãos, carregam os poucos bens que ainda lhes restam. Na memória imagens difíceis de esquecer:

“Os hospitais estão saturados de feridos de mortos. Faltam medicamentos e médicos” refere um homem.

Outro adianta: “vi mercenários a disparar sobre as pessoas, usavam metralhadoras e munições com um calibre idêntico aos que são utilizados pelos aviões caça.”

O regime importou mercenários de países africanos.

Uma comunidade que sentiu na pele a revolta do povo líbio.

“A população líbia foi solidária connosco, mas vingou-se de todos os africanos, independentemente de terem armas ou não. Tudo porque muitos africanos foram vistos a matar manifestantes líbios” afirma um tunisino.

Desde esta terça-feira, não há guardas ou controlo de passaporte do lado líbio da fronteira com o Egito. O fluxo de trânsito, provavelmente, nunca foi tão intenso.

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