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Irlanda contesta sistema comum de cálculo do IRC na Europa

Irlanda contesta sistema comum de cálculo do IRC na Europa
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A Comissão Europeia apresentou esta quarta-feira o projeto para harmonizar os impostos das empresas na Europa, contestado pela Irlanda.

Bruxelas propõe um sistema comum de cálculo do imposto, que evita às empresas a apresentação de uma declaração em cada país em que operem.

Algirdas Semeta, comissário europeu para a Fiscalidade, explica: “O sistema comum de cálculo do imposto destina-se a todas as empresas, qualquer que seja a dimensão, tendo em mente que as pequenas e médias empresas são a coluna vertebral da economia europeia. Será opcional, ou seja, as empresas podem optar pelo sistema, se for vantajoso, ou permanecer no sistema nacional”.

Para a Irlanda trata-se de uma forma camuflada de a obrigar a mudar a fiscalidade sobre as empresas. Enda Kenny, o novo primeiro-ministro, garante que não vai ceder no braço-de-ferro com os parceiros europeus, a começar pela França e Alemanha.

O IRC irlandês é de apenas 12,5%, o mais baixo da Europa, mas Paris e Berlim consideram-no desleal e exigem um gesto de Dublin em troca da descida das taxas de juro do plano de resgate.

Heidi Lougheed, representante do patronato irlandês, afirma: “Quando se trata de impostos, as empresas gostam de previsibilidade. Gostam de compreender como funciona o sistema, que seja simples, transparente e sem mudanças. Nós consideramos que isso irá mudar com o novo sistema. Há demasiados parâmetros e todos têm dificuldades em compreendê-lo”.

O baixo nível de imposição das empresas foi a base do crescimento irlandês na última década. Dublin e os analistas continuam a dizer que um aumento comprometeria a recuperação económica do país.