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Costa do Marfim: ONU leva Gbagbo para fora de Abidjan

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Costa do Marfim: ONU leva Gbagbo para fora de Abidjan

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Após dez anos no poder na Costa do Marfim, Laurent Gbagbo foi tirado à força da residência presidencial. Bastaram 24 horas de intensos bombardeamentos das tropas francesas e da ONU, para destruir uma casa e um líder.
 
A detenção foi difundida em contínuo na televisão do presidente reconhecido pela comunidade internacional, Alassane Ouattara. “Imagens humilhantes”, criticou o ex-ministro francês da Defesa, Hervé Morin. As imagens poderão, efectivamente, comprometer a reconciliação do país.
 
No momento da detenção, Laurent Gbagbo instou ao fim dos combates. Explicou que a luta acabou, por isso, decidiu sair com o lenço branco. “Acabou”, repetiu.
 
Ouattara promete um “julgamento justo” do antecessor, da esposa e do grupo de colaboradores. Esta terça-feira, as forças da ONU levaram Gbagbo para fora de Abidjan, depois de ter estado no quartel-general de Ouattara. O objetivo é levá-lo para um lugar seguro, numa altura em que se temem ajustes de contas.
 
Para trás fica uma nação cortada ao meio depois de quatro meses de conflitos, que terão causado mais de mil mortos e a deslocação de um milhão de pessoas.
 
Será possível a reconciliação? A mais recente polémica sobre quem capturou Laurent Gbagbo não ajuda. Fontes próximas do ex-presidente dizem que foram as forças especiais francesas e não as Forças Republicanas fiéis a Ouattara. A suspeita pode despertar o fantasma da colonização e dificultar o trabalho do novo presidente.