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Oposição síria rejeita oferta de diálogo do regime

Oposição síria rejeita oferta de diálogo do regime
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O regime sírio propôs a abertura de um diálogo nacional com a oposição, num momento em que a repressão dos protestos contra o presidente Bashar Al-Assad já terá provocado mais de 700 mortos.

Esta sexta-feira, e apesar das ordens do governo, a polícia voltou a disparar sobre manifestações na capital e em várias cidades do país, causando pelo menos mais 6 mortes.

Depois de ter tentado, sem sucesso, acalmar os protestos com promessas reformas, o regime, através do ministro da Informação, propôs hoje, “a abertura de um diálogo com a oposição em todas as províncias sírias”.

Uma oferta rejeitada pelos manifestantes que exigem a retirada imediata do exército das cidades de Homs e Deraa, os principais bastiões da oposição ao presidente.

Em resposta a um apelo nas redes sociais a novos protestos, os soldados voltaram a realizar detenções arbitrárias em várias cidades.

Segundo as organizações dos direitos humanos sírias, mais de 8 mil pessoas terão sido detidas desde o início dos protestos em Março.

Na Turquia, centenas de manifestantes desfilaram junto ao consulado sírio em Istambul para exigir a demissão imediata de Bashar al-Assad.

“O regime já matou mais de um milhar de pessoas na Síria e está a sitiar várias cidades. Quase todas as cidades sírias foram ocupadas pelo exército”, afirma uma manifestante.

O governo turco, até hoje um aliado de Damasco, tinha condenado a repressão das manifestações na Síria. Estados Unidos e União Europeia reforçaram nas últimas semanas as sanções contra o regime, mas sem visar, até hoje, o presidente Bashar al-Assad.