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Oposição exige demissão do presidente sírio

Oposição exige demissão do presidente sírio
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“A legitimidade do presidente sírio está quase esgotada”. O aviso é feito pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, no dia em que mais 15 pessoas não resistiram às balas das forças de segurança em Rastan, no centro do país.

O número de vítimas foi avançado por ativistas que denunciaram, também, a morte de mais de meia centena de civis desde domingo, quando o exército entrou na cidade.

Os relatos não acalmam os ânimos na véspera de novas manifestações em memória das crianças que morreram nos protestos. O símbolo da revolta síria é Hamzeh al-Khatib, uma criança de 13 anos, torturada e assassinada pelas forças do presidente Bashar al-Assad.

Várias figuras da oposição, reunidas na cidade turca de Antália, exigiram a demissão imediata de al-Assad e a realização de eleições no prazo máximo de um ano.

O líder da organização síria para os direitos humanos, Amman Qurabi, disse que a violência se agravou porque “as autoridades sírias usaram helicópteros para abrir fogo contra os manifestantes na sexta-feira”.

Enquanto decorria a reunião dos opositores, dezenas de manifestantes mostravam o apoio incondicional ao presidente sírio. Bashar al-Assad ainda proclamou, terça-feira, uma amnistia geral para os presos políticos, mas as ONG’s relembram que as detenções continuam e que a repressão fez mais de 1100 mortos desde meados de março.