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City de Londres quer inviabilizar proposta orçamental da UE

City de Londres quer inviabilizar proposta orçamental da UE
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É uma autêntica declaração de guerra para a City em Londres: a Comissão de Bruxelas propõe financiar o orçamento europeu com um imposto sobre as transações financeiras. É uma utopia com 30 anos e o nome do Nobel que a propôs, Toben, James Tobin.

A medida, a ser aprovada, poderia contribuir com 30 mil milhões de euros para a União Europeia, uma quantia considerável, mas segundo as autoridades britânicas, também poderia provocar um êxodo dos bancos da city de Londres para os Estados Unidos e Ásia.

Pelo menos, esta é a crítica das autoridades britânicas que conseideram a iniciativa “totalmente surrealista”.

No entanto, Londres apoiou a iniciativa franco-alemã nuam cimeira dos 27 mas agora recuou e a falta de consenso britânico invalida completamente o projeto, que necessitava de aprovação por unanimidade.

O especialista Jorge Nuñes Ferrer, acha que a iniciativa apenas visou satisfazer a opinião pública:

“Quando se ouvem as notícias a toda a hora, depois de tudo o que aconteceu, os bancos estão a tentar subir os lucros e as pessoas a ganhar bónus. Quando dizemos que vamos fazer algo, tentam limitar-nos o plano de ação com esta taxa Tobin, por isso acho que as pessoas têm algo a dizer sobre isto”.

Desejoso de aumentar o orçamento europeu e, ao mesmo tempo, diminuir a contribuição dos Estados-Membros, José Manuel Durão Barroso defende outra iniciativa: extrair de modo uniforme a todos os países membros uma parte do IVA nacional, entre 1 a 5%.

A combinação da taxa Jobin com o IVA dos 27 poderia reforçar até 70 mil milhões de euros o orçamento da UE.

As discussões sobre as perspetivas financeiras começam com a polémica como pano de fundo. Os Estados-Membros, a Comissão e o Parlamento têm pela frente dois anos de discussões sobre esta utopia.