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Êxodo somali agrava risco de epidemias nos países vizinhos

Êxodo somali agrava risco de epidemias nos países vizinhos
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Confrontadas com o êxodo massivo de refugiados que deixam a Somália, as agências humanitárias são agora também pressionadas pela ameaça de propagação de doenças.

Ao acampamento de Dadaab, no Quénia, chegam diariamente milhares de somalis que fogem aos conflitos armados, à fome e à seca que atinge o Corno de África.

Grande parte vem de mãos vazias.

“Chegámos aqui a noite passada. Fomos atacados e as nossas bagagens foram tomadas. Neste momento estamos sem nada e esperamos encontrar alguma ajuda aqui”, desabafa Habidya Ibrahim, uma refugiada somali.

Num relatório divulgado esta quinta-feira, a agência da ONU que coordena a ajuda humanitária, a OCHA, alerta que a crise alimentar no Corno de África vai continuar até ao final do ano e que para a enfrentar é necessário mais dinheiro.

Dinheiro e apoio médico. A poucos quilómetros da fronteira com a Somália, a UNICEF instalou um centro que fornece vitaminas e vacinação a crianças refugiadas.

“Por causa do novo fluxo de pessoas que vêm da Somália e que não estão imunes tememos um surto de doenças principalmente a poliomielite e o sarampo”, diz Mohamed Sheikh, médico.

De forma a controlar o fluxo de refugiados que fogem da Somália, as autoridades do Quénia deslocaram patrulhas para a província fronteiriça de Dadaab.

A ajuda tarda em chegar sobretudo ao centro e sul da Somália, controlados pelas milícias islamitas Al-Shabab.