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Queda pronunciada nas bolsas mundiais apesar de anúncio do BCE

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Queda pronunciada nas bolsas mundiais apesar de anúncio do BCE

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Novo dia de quedas pronunciadas nos mercados mundiais, face às dúvidas dos investidores quanto à recuperação económica.

Wall Street terminou a sessão desta quinta-feira com descidas da ordem dos cinco por cento nos principais índices de referência.

Ao ceticismo quanto ao estado da primeira economia mundial, juntam-se os efeitos da crise da dívida na Europa.

O estratega da Standard & Poor’s, Sam Stovall, diz que “a Europa é certamente um fator porque, apesar de muitos investidores acreditarem que pode lidar com o incumprimento da Grécia ou problemas adicionais na Irlanda e em Portugal, terá certamente muito mais dificuldade em digerir problemas com a dívida da Espanha e da Itália. E parece que esses dois países também vão precisar de ajuda”.

A muito esperada intervenção do presidente do Banco Central Europeu não conseguiu acalmar os receios de contágio da crise da dívida na Zona Euro, apesar de Jean-Claude Trichet ter anunciado uma nova injeção de liquidez e a manutenção da taxa de juro de referência.

O analista do Baader Bank, Robert Halver, afirma que “a Zona Euro enfrenta dois problemas: primeiro, os políticos não são capazes de liderar, o que confunde os mercados financeiros e constitui o principal problema; o outro é que continua a não haver perspetiva para a Espanha, a Grécia, a Irlanda e Portugal, o que é perturbador e um sinal claro de fraqueza para os mercados bolsistas europeus”.

O dia voltou também a ser negro para as principais praças europeias. O índice de Milão perdeu mais de cinco por cento, Frankfurt desceu para o nível mais baixo do ano e Paris caiu cerca de quatro por cento. Lisboa encerrou com uma queda de 3,26 por cento.