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EUA reflete sobre corte da notação

EUA reflete sobre corte da notação
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Estaremos perante uma nova era?

O corte na notação da dívida pública da maior economia do mundo criou ondas de choque não apenas nos Estados Unidos mas por todo o mundo.

No discurso semanal, o presidente Barack Obama apelou à concertação entre democratas e republicanos.

“Temos que fazer tudo para que Washington viva com os meios que tem à disposição, tal como as famílias. A longo prazo, a saúde da nossa economia depende disso. No curto prazo, a nossa missão é criar crescimento económico e emprego”, disse o líder nortea-americano.

Com eleições presidenciais previstas para 2012, os republicanos não perdem a oportunidade de responsabilizar a administração democrata.

“Isto lançou ondas de choque. É um verdadeiro desastre para a economia norte-americana, o nosso lugar no mundo está ameaçado e o presidente tem que ser responsabilizado porque não providenciou uma liderança forte”, acusa Rick Santorum, candidato presidencial republicano.

Na sexta-feira, após o encerramento dos mercados, a agência de notação financeira, Standard & Poor’s, reduziu a nota da dívida pública norte-americana de AAA para AA+.

Mas há quem diga que isto não é uma catástrofe.

Segundo a analista financeira, Marilyn Cohen, “AA+ não é o fim do mundo”. E adianta, “é uma mancha? Sem dúvida que sim mas há outros países cuja notação foi cortada e depois acabaram por ficar melhor do que antes”.

Após três meses de braço-de-ferro, democratas e republicanos conseguiram acordar numa redução de 2.1 milhão de milhões de dólares, valor que contudo fica aquém do que a agência Standard & Poor’s considera necessário para a economia norte-americana manter a notação máxima.