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Processo de intenções da dupla franco-alemã

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Processo de intenções da dupla franco-alemã

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Os dirigentes das duas maiores economias da zona euro afirmam querer maior integração económica na Europa, o que não era, na verdade, o que esperava o mundo dos negócios.

Depoisd e uma reuniao de crise em Paris, Nicolas Sarkozy e Angela Merkel anunciaram estar dispostos a fazer o possível para manter o euro e uma união monetária fortes.

A França e a Alemanha acordaram fazer uma série de reuniões trimestrais com os dirigentes da zona euro e trabalhar por um governo económico da zona euro, com uma presidência com mandato de dois anos e meio.

Entre as propostas, os dois líderes sugeriram aos países membros a criação de uma taxa sobre transações financeiras veicularam a ideia de que a, a partir de agora, será “tolerância zero” para os países em descontrolo fiscal: quem tiver défice excessivo deixa de ter acesso ao dinheiro.

Mas os especialistas em economia mundial estão céticos. Acham que o anúncio das expetativas não corresponde à realidade… “falam muito mas não fazem nada”.

Colocar em prática estas decisões vai levar anos, e tempo é o que mais falta para resolver a crise das dívidas.

Robert Halver, do Baader Bank, explica:

“- A longo prazo, um governo económico para a zona euro é o mais desejável. Mas o caminho para lá chegar é incrivelmente longo.

Foram precisos dois anos para criar a Constituição Europeia e o processo, agora, sera ainda mais longo.

Não é uma solução para curto prazo.

Os mercados querem saber agora como é que a Itália, a Espanha e outros países instaveis vão estabilizar.”

O encontro franco-alemão não convenceu os investidores que levaram as bolsas novamente para terreno negativo.

Evaporaram-se dois biliões e meio de euros nas acções das praças mundiais num só mês.

A criação de um fundo de resgate ou um acordo sobre o eurobond – título de dívida europeia garantido por todos – ajudaria a baixar os juros dos países com mais problemas… mas afetaria a popularidade dos líderes europeus, já em baixa .

A crise das dívidas, acentuada pelo o crescimento nulo das maiores economias euorpeias, faz prever a continuação do impasse.