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Liberdade para festejar em Trípoli

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Liberdade para festejar em Trípoli

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Vieram a pé, de autocarro, aos milhares, às dezenas de milhares para celebrar a nova Líbia que aí vem.

No coração de Trípoli saboreou-se a liberdade. Dois dias depois do fim do Ramadão, dois dias depois do aniversário do início do regime de Khadafi, que começou em 1969, a multidão mostrou o contrário daquilo que as mensagens do ditador não se cansam de repetir, que o povo ainda está com ele.

Uma mulher líbia afirmava que a mensagem da revolução tem de se espalhar pela Síria e pelo Iémen, onde espera que Deus dê a vitória que deu aos líbios. Uma adolescente falava no futuro “em liberdade, sem Khadafi”.

No meio dos símbolos da revolução, encontravam-se bandeiras francesas e americanas, em sinal de agradecimento pela pressão internacional para a mudança e pela intervenção da NATO.

O enviado especial da Euronews, Jamel Ezzedini, relatou que “os líbios saíram, mais uma vez, para festejar a liberdade na Praça dos Mártires, a antiga Praça Verde, e para dizer a Kadhafi que a era da tirana terminou. E para declarar ainda que a ‘Líbia de amanhã’, um projeto de Saif al-Islam, vai ser construída pelos próprios líbios e não pelos slogans do antigo regime”.