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"Ground Zero" renasce no coração de Nova Iorque

"Ground Zero" renasce no coração de Nova Iorque
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O duplo atentado da Al-Qaeda em Nova Iorque trouxe um enorme vazio à silhueta da cidade e obrigou a rebatizar o sul de Manhattan. O World Trade Center deu lugar ao “Ground Zero”.

Os escombros das torres gémeas consumiram-se ao longo de mais de cinco meses. Com o passar do tempo, o choque provocado pelos atentados deu lugar a uma acesa discussão sobre como substituir os dois blocos.

Depois de uma década de longas batalhas entre agências governamentais, seguradoras e proprietários, o novo rosto da zona de impacto ganha forma.

A primeira instalação a abrir portas ao público nos próximos dias é a Praça da Comemoração, para muitos a mais emblemática deste projeto.

“Começámos a perceber que para entregar este projeto tínhamos de estabelecer prioridades. E juntamente com o presidente da Câmara decidimos que a prioridade número um para o 10° aniversário era terminar esta praça, que nunca fecha. Tinha de ser um ponto de encontro”, explica Chris Ward, diretor executivo.

Num primeiro momento, o acesso à praça estará reservado aos familiares das vítimas, mas depois de domingo estará oficialmente aberto ao grande público.

O arquiteto Craig Dykers desvenda parte da empreitada: “Estas são as maquetes originais do World Trade Center e à volta destas piscinas estão gravados os nomes dos mortos. É o principal elemento do memorial.”

Entre as duas piscinas está prevista a construção de um museu que abrirá portas em 2012.

Erguido com materiais do antigo World Trade Center, o objetivo do espaço é contar o sucedido, com vídeos das torres gémeas, gravações de chamadas telefónicas das vítimas e testemunhos.

A exposição permanente incluirá objetos pessoais que se encontraram entre os escombros ou doados por sobreviventes.

No interior da Praça da Comemoração vão erguer-se novas torres. Uma delas é um arranha-céus de 541 metros de altitude.

O imponente edifício, chamado “Torre da Liberdade”, vai converter-se no mais alto de Nova Iorque e o segundo mais alto em todo o mundo.

Dos arranha-céus que formarão o novo World Trade Center, apenas um está já completo, a torre sete, o único edifício que dependia de exclusivamente de fins privados.

Polémicas e querelas políticas à parte, os norte-americanos parecem concordar que o “Ground Zero” já se converteu no novo World Trade Center, confirmando a descolagem definitiva do sul de Manhattan.