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Grécia: Mais austeridade para evitar bancarrota

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Grécia: Mais austeridade para evitar bancarrota

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A Grécia tem a caminho um reforço das medidas exigidas pela “troika”, para poder receber oito mil milhões de euros de ajuda financeira.

A começar pelo corte de 20 por cento nas reformas acima dos 1200 euros e o corte adicional nas pensões anteriores aos 55 anos.

Prevê-se ainda o congelamento de 30 mil postos laborais, além do alargamento, pelo menos até 2014, do imposto sobre o imobiliário.

Medidas “dolorosas”, mas “indispensáveis”, nas palavras do ministro das Finanças, Evangelos Venizelos: “O país não pode seguir em frente sem a verdadeira implementação de grandes reformas estruturais. Nós adiámo-las, mas temos de acabar as coisas e encerrar o capítulo que lhes diz respeito.”

A crise grega supera todas as tragédias clássicas. O país apresenta atualmente um crescimento de menos cinco por cento. O desemprego está perto dos 17 por cento, numa nação com uma dívida superior a 157 por cento do PIB.

O país está paralisado e os mercados financeiros estão quase certos de um “default”. Motivo pelo qual, o pacote de ajuda de 160 mil milhões de euros, acordado na última cimeira da zona euro, é vital para a Grécia.

Mas para isso as reformas tem de ser aceleradas. Com o futuro dominado pelo pessimismo, as apostas multiplicam-se entre os que acreditam que só um golpe de sorte poderá mudar o destino traçado.