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Impasse eslovaco na resolução da crise na zona euro

Impasse eslovaco na resolução da crise na zona euro
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O impasse da Eslováquia coloca em perigo o alargamento do fundo europeu de estabilidade financeira, FEEF para a Zona Euro, que integra desde 2009 mas em que é, também, o segundo país mais pobre.

Por causa de um dos partidos da coligação de centro-direita, o parlamento não conseguiu fazer aprovar

a ampliação do fundo de resgate para salvar a Grécia e outras vítimas da crise da dívida, como a Islândia, Portugal, e Itália.

Eduard Kukan, MEP, EPP Partido Europeu do Povo, de Radicova:

“É uma tragédia para a Eslováquia causada pelo comportamento irresponsável de um dos partidos da coligação governamental, e para mim é como se a Eslováquia tivesse dado um tiro no pé. Com este voto magoou-se gravemente, assim como à imagem internacional.”

Na cimeira de 21 de Julho os líderes europeus decidiram dar mais poderes ao FEEF – aumentar a capacidade para 440 mil milhões de euros, permitir compra de dívida no mercado primário e recapitalizar a banca – como forma de resolver a crise de dívida

Para este pequeno país ex-comunista, qualquer participação suplementar será difícil, porque o PIB mal ultrapassa os 65, 5 mil milhões de euros.

Na realidade, o Fundo Europeu acaba por ser moeda de troca populista no jogo político nacional que provocou a queda do governo de Iveta Radicova.

O movimento “Liberdade e solidariedade” disse não por Bruxelas não ter dispensado a Eslováquia de honrar a contribuição – o que é impossível

A oposição social-democrata do SMER-CD não é contra o Fundo de Resgate mas condicionava o apoio à convocação de eleições antecipadas.

Boris Zala, do MEP, na oposição :

“O partido social democrata condiciona o apoio à convocação de eleições antecipadas. Logo que haja uma data na mesa de negociações, haverá abertura para votar a ampliação do Fundo de Estabilidade financeira”.

No entanto foram os sociais democratas de Robert Fico que assinaram o Tratado de Lisboa. Quando ele estava no poder,a Eslovaquia entrou para a zona euro.

Só com a ratificação nacional do reforço do FEEF é que a zona euro pode avançar com a aplicação das novas regras do fundo de socorro. Com a aproximação da cimeira da UE e da zona euro (a 23 de Outubro), os líderes europeus querem dar por terminada a questão das ratificações nacionais para ganhar tempo e até avançar com os detalhes necessários para o fundo entrar depois em funcionamento. Angela Merkel está convicta que a ampliação do Fundo vai ser ratificada pela Eslováquia na segunda ronda de negociações

De qualquer modo a zona euro não ficava sem munições se a Eslováquia rejeitasse definitivamente o fundo de resgate europeu, mas seria privada de uma das principais armas para combater e evitar um contágio da crise da dívida.