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Milhões nas ruas contra a "ditadura do sistema financeiro"

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Milhões nas ruas contra a "ditadura do sistema financeiro"

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Quase 1000 cidades, em mais de 80 países, juntaram-se ao protesto global deste 15 de outubro, contra a “ditadura do sistema financeiro e dos especuladores”, que reuniu milhões de pessoas em todo o mundo.

O falido banco Dexia, foi um dos alvos dos mais de 6000 manifestantes que se reuniram em Bruxelas, a “capital das indecisões europeias”, afirmou um dos presentes. “Indignados” que vieram da Bélgica, do Reino Unido, de França ou ainda da Holanda exprimir a sua revolta contra o mundo das finanças e a incapacidade dos governos.

A polícia evitou que o protesto se aproximasse demasiado da sede da União Europeia, mas muitos prometem ficar até à cimeira sobre a crise, entretanto adiada para o final da próxima semana.

Em Madrid, foi mais um dia de protestos na Puerta del Sol. Centenas de milhares deram continuidade ao movimento que aqui nasceu a 15 de maio.

Os milhões de cidadãos que saíram à rua, este sábado, esperam que o poder tenha sentido “esta grande advertência” e que “as pessoas não estão nada contentes com a situação atual”.

Mesmo quem ainda tem um “emprego estável” e não passa por “problemas económicos”, acha que tem de apoiar na rua os que “precisam de ajuda”.

Em Portugal, depois de mais um pacote de austeridade, 100 mil pessoas terão estado nas ruas, segundo os organizadores.

Em Lisboa, a escadaria do Parlamento acabou por ser invadida e houve alguma tensão com a polícia. Depois, espaço para uma assembleia popular improvisada, uma vigília e novo protesto marcado para 26 de novembro.