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População mundial aumenta e é mais velha

População mundial aumenta e é mais velha
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A população mundial atinge os 7 mil milhões de habitantes.

Danica May, uma menina filipina que nasceu dois minutos antes da meia-noite, simboliza o crescimento demográfico mais vertiginoso da história: em só 12 anos a Terra passou de 6 mil milhões para sete mil milhões de habitantes,

E as previsões são igualmente impressionantes: os 7 mil milhões atuais vão passar a 9,3 mil milhões em 2050 e 10 mil milhões no fim de século.

A China continua a ser o país mais povoado, mas em 2025 pode ceder o lugar à Índia, que vai rondar 1,5 mil milhões de habitantes.

Se nos países em vias de desenvolvimento os jovens com menos de 25 anos continuam a representar uma ampla percentagem, um dos principais problemas demográficos é o envelhecimento da população, nomeadamente na China, depois da muitos anos da política de filho único.

Os idos com mais de 60 anos vão representar 25% da população em poucos anos.

Peng Xizhe, professor universitário de sociologia:

“Se estivéssemos a lidar apenas com o problema do envelhecimento da população, evidentemente era melhor que a China alterasse a política do filho único. Devia mesmo incentivar os casais jovens a ter mais filhos. Mas é verdade que teria repercussões, porque a população aumentaria mais do que o previsto”.

O problema do envelhecimento também se constata nos países desenvolvidos. De modo geral, os seniores são mais numerosos:

Em 1950 eram 200 milhões. Hoje são mais de 900 milhões e podem atingir os mil milhões até 2020 e os dois mil milhões em 2050, ou seja, 22% da população mundial.

Uma das causas é a fertilidade: em 1950, as mulheres tinham uma média de cinco filhos. Em 2005, essa média caiu para 2,5 filhos.

Outro facto é que agora se vive mais do que nunca: em 1950 a esperança de vida era de 47 anos. Atualmente situa-se nos 65 anos, que serão mais dez em 2050.

O terceiro fator determinante é o da geração “baby boom”, que nasceu depois da guerra entre 1945 e 1960. Essa geração, que ronda agora os 60, e se queixa da situação de discriminação que sofrem os idosos:

Alexandre Kalache é especialista em questões de idade:

“Continuamos a ter a mesma mentalidade, a negar às pessoas idosas o mais elementar, isto é, os mesmos direitos que o resto da população. Vão à segurança social e há discriminação, no setor da educação, o mesmo, no mercado laboral também há discriminação.”

Os efeitos do envelhecimento da população são previsíveis: impacto sobre o crescimento económico, sobre a poupança, sobre os investimentos e o consumo, e sobre o mercado laboral, sobre o financiamento das reformas e a cobertura da segurança social às doenças ligadas à idade e às pessoas dependentes.

Evidentemente, estas repercussões são ainda mais graves nos países mais pobres.