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Analistas consideram imperativo apoio popular ao plano de resgate da Grécia

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Analistas consideram imperativo apoio popular ao plano de resgate da Grécia

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Propor um referendo ao novo pacote de ajuda à Grécia obtido na cimeira europeia de 27 de Outubro criou ondas de choque em Atenas e no resto do mundo. Analistas políticos entrevistados pela Euronews consideram que a proposta do primeiro-ministro grego é também um sinal de que não está disponível para enfrentar mais revolta popular nas ruas.

“O que a Grécia procura neste momento é obter uma maioria política que permita decidir de forma clara, e com o apoio dos cidadãos, qual a melhor estratégia para o futuro do país. Penso que sentimento dominante é que o país não pode continuar a viver como tem vivido nas últimas semanas e meses”, disse Amandine Crespy, da Université Libre de Bruxelles.

Um ano e meio depois de ter obtido o primeiro empréstimo da troika e depois de inúmeras batalhas nos corredores da cena política intrnacional, o primeiro-ministro grego decidiu chamar o povo a pronunciar-se sobre o futuro do país na Zona Euro. Georges Papandreou sabe que a maioria dos gregos não quer deixar a moeda única.

“Caso seja constituído um governo tecnocrata, o povo grego pode ver como melhores olhos que as decisões sejam tomadas por tecnocratas e não por políticos. Nesse caso poderá vir a aumentar o apoio do público às medidas de austeridade e às necessárias reformas estruturais”, afirmou Zsolt Darvas, do think tank Bruegel.

Mas nos corredores políticos de Atenas a tensão ficou ao rubro, com membros do partido socialista, no poder, a criticarem a decisão do chefe de Governo. O partido conservador, na oposição, também criticou a atitude de Papandreou. Eleições antecipadas ou governo de unidade nacional são agora cenários discutidos intensamente.

“O mais provável é, evidentemente, fazer tudo para salvaguardar o acordo obtido durante o último Conselho Europeu e ir gerindo a situação até que estejam reunidas as condições políticas do lado grego. Penso que haverá uma espécie de boa vontade face a uma eventual mudança de governo, para permitir que possa tomar pulso do trabalho feito por Papandreou. Será o mais provável e, em todo o caso, algo que viria da mesma franja política no hemiciclo”, explicou Pierre Defraigne, do think tank Madariaga-College of Europe.