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Berlusconi fora de cena

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Silvio Berlusconi vai demitir-se, mas não é para já.

O primeiro-ministro italiano terminou uma reunião com o presidente da República Giorgio Napolitano e quer a aprovação de uma lei de estabilidade antes de poder deixar o executivo e marcar eleições antecipadas, que disse aliás serem a única solução possível. O encontro serviu para fazer um balanço da votação que decorreu esta tarde no Parlamento.

O governo conseguiu fazer passar um relatório sobre as contas públicas do ano passado, mas não conseguiu recolher uma maioria absoluta. O líder da oposição, Pier Luigi Bersani, pediu a “Il Cavaliere” para deixar o poder: “Se ainda tem um pouco de bom senso e de sentido de responsabilidade, demita-se. Nós vamos fazer o que é preciso pelo país”.

Durante a sessão parlamentar, um fotógrafo da agência Ansa conseguiu captar o que Berlusconi estava a escrever: “Aprovado com 308 votos menos oito traidores”, fazendo alusão aos oito deputados da coligação de governo que se abstiveram, depois do apelo de Umberto Bossi, presidente da Liga Norte, segundo partido da coligação, para que Berlusconi deixasse o poder.

As finanças italianas estão debaixo de uma grande atenção por parte da Comissão Europeia. O comissário para a Economia, Olli Rehn, mostrou-se muito preocupado. A comissão e o FMI vão começar uma série de visitas de análise à situação económica italiana.

Mas, mais que as contas públicas, foram os inúmeros escândalos, tanto sexuais como financeiros que fizeram aumentar os protestos populares pedindo o fim do poder de “Il Cavaliere”.