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Libéria: segunda volta das presidenciais

Libéria: segunda volta das presidenciais
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A segunda volta das eleições presidenciais na Libéria está a ser marcada por uma menor afluência às urnas face à primeira volta. Muitos eleitores preferiram não se deslocar devido aos confrontos da véspera.

Os eleitores decidem se dão à Presidente cessante, Ellen Johnson Sirleaf, um segundo mandato. O principal opositor é Winston Tubman, que apelou ao boicote, denunciando a existência de fraudes na primeira volta. A 11 de outubro, o candidato do Congresso para a Mudança Democrática (CDC) tinha ficado muito aquém do resultado da presidente cessante.

Mas há quem se mostre “muito feliz com a eleição de hoje”. Um eleitor diz que “não vai deixar que o tentem influenciar para não votar”, insistindo que é um direito seu.

Senesee Freeman, observador eleitoral, acredita que a afluência vai aumentar à medida que “as pessoas saírem das mesas de voto, com o dedo pintado, algo que vai encorajar os outros”.

Algumas assembleias de voto preferiram não abrir as portas por medo de novos incidentes. Na segunda-feira, milhares de apoiantes de Winston Tubman tinham saído às ruas da capital, Monróvia, para apoiar o candidato. A dispersão do protesto resultou na morte de, pelo menos, duas pessoas, vítimas de disparos da polícia.

Uma mancha numa eleição vista como crucial para a consolidação da paz na Libéria, depois de duas guerras civis (de 1989 a 2003) que fizeram 250 mil mortos e centenas de milhares de feridos.