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Preserverança de Rajoy dá vitória ao PP espanhol

Preserverança de Rajoy dá vitória ao PP espanhol
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Sem carisma, mas tenaz, Mariano Rajoy, o candidato do Partido Popular fez da perseverança uma arma política, adotando uma imagem tranquilizadora no meio da tempestade económica.

Aos 56 anos, o veterano da política espanhola soube ganhar o apoio do partido para lhe oferecer, por fim, a vitória.

Em 2004, Rajoy, o sucessor designado de José María Aznar, primeiro ministro cessante, sofreu uma derrota inesperada, face a um quase desconhecido Zapatero.

Uma derrota que nunca foi completamente digerida e que se reproduziu em 2008, quando Mariano Rajoy se voltou a candidatar contra o presidente socialista, José Luis Rodríguez Zapatero.

Como líder da oposição, Rajoy não deu tréguas ao Executivo socialista, principalmente em assuntos relacionados com a ETA.

O líder do PP espanhol denunciou as negociações com a organização terrorista mantidas pelo Governo, em 2006:

Mariano Rajoy:

“ – Esta manifestação serve para sublinhar que não pode haver negociações com terroristas, nem pagar-se qualquer preço político aos terroristas. Também queremos salientar que um país como Espanha, o país mais velho de Europa, com 44 milhões de habitantes, a oitava potência do mundo, não vai ser derrotado por um gang de criminosos”.

Mas depois da vitória do PP nas eleições municipais, que pressagiava, mais do que nunca, o triunfo nas legislativas, Rajoy amenizou a imagem de conservador puro e duro.

“- Este partido, em todas as instituições onde tenha responsabilidades de governo, e se os espanhois quiserem, também no governo da nação, vai governar para todos.”

Durante a campanha eleitoral, o líder do Partido Popular repetiu uma única mensagem para aumentar ao máximo o eleitorado:

“- Os nossos inimigos e adversários são a crise económica e o desemprego, e vamos ganhar-lhes. Comprometo-me a ser capaz à hora de governar, ser valente e prudente, que são características absolutamente conciliáveis.”

Como homem de Estado, chegou a acordo com os socialistas para limitar o défice público na Constituição, e congratulou-se pelo anúncio da ETA de renúncia às armas:

“- Pela primeira vez, em 40 anos a ETA diisso que cessa definitivamente a actividade criminosa e esse é um dado positivo. A única alternativa é a lei e um Estado de direito e não há negociação possível quanto a isso.”

Ministro em várias legislaturas, casado e pai de dois filhos, Mariano Rajoy chega agora ao auge da carreira política, iniciada há 30 anos.

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