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Aumenta a tensão política na República Democrática do Congo

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Aumenta a tensão política na República Democrática do Congo

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O presidente cessante da República Democrática do Congo foi proclamado vencedor da eleição presidencial do passado 28 de Novembro.

Segundo os resultados provisórios, comunicados pela comissão eleitoral, Joseph Kabila obteve 49% dos votos e o seu principal opositor, Etienne Tshisekedi, 32%.

O Supremo Tribunal de Justiça deverá proclamar oficialmente o vencedor no dia 17 de dezembro, depois de ter decidido sobre todas as queixas e contenciosos.

Mas desde o anúncio dos primeiros resultados parciais, no dia 2 de dezembro, os apoiantes de Tshisekedi contestam nas ruas os números revelados.

A oposição diz que os resultados são “ilegais, tendenciosos e não refletem a realidade das urnas”.

“Não concordo com esta vitória, considerando que no dia da eleição vimos a maioria dos votos dos congoleses ir para Tshidekedi. Infelizmente, estamos muitos frustrados ao ouvir 48% para Joseph Kabila e 32% para Tshisekedi. Estamos muito frustrados”, diz um eleitor.

Este clima de tensão tem aumentado os receios de regresso da violência, após um final de campanha eleitoral marcado por diversas mortes.

Muitos residentes de Kinshaza, a capital do país, têm estado a abandonar a cidade com receio do eclodir de confrontos.

Joseph Kabila chegou ao poder por sucessão do pai, Laurent-Désiré Kabila, assassinado em 2001, perante o mutismo absoluto da comunidade internacional