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Cameron defende rejeição de novo tratado europeu

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Cameron defende rejeição de novo tratado europeu

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Depois do veto do Reino Unido ao projeto de alteração do tratado da União Europeia em Bruxelas, o primeiro-ministro britânico defende a decisão:

“A Grã-Bretanha tem o direito de dizer quais são as partes da Europa que lhe trazem maior benefício como nação, focando-se nesses aspetos. Não tenho medo do facto que, às vezes, podemos ser excluídos de alguma coisa. Estaremos melhor fora do Euro? Pode apostar que sim!”

Em Londres, o deputado da maioria conservadora, Bernard Jenkin, afirma mesmo que o país tem o direito de renegociar a posição no bloco comunitário:

“Agora que os Estados do Euro estão a dizer: ‘Vamos avançar de qualquer forma, não nos interessa o que pensam os britânicos’, estamos numa União Europeia muito diferente. A União Europeia mudou, é tempo de mudar os termos da nossa adesão.”

O ministro britânico do Comércio, Vince Cable, explica, tal como frisou David Cameron, que não é questão de “excluir” o Reino Unido:

“Todos os parceiros da coligação concordam que o nosso futuro reside na nossa relação próxima com a Europa. Somos membros de um Mercado Único e isso não vai mudar. Centenas de milhares de empregos britânicos, em todos os setores da economia, dependem do Mercado Único.”

A questão agora é saber se Cameron terá isolado irremediavelmente o Reino Unido, que já se excluiu no passado do Euro e da zona de livre circulação de Schengen.