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Natal na Nigéria manchado de sangue

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Natal na Nigéria manchado de sangue

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“Um “ataque injustificado às liberdades coletivas” que merece uma “condenação unânime”. Foi assim que o presidente nigeriano, Goodluck Jonathan, classificou o Natal sangrento que o seu país viveu, pelo segundo ano consecutivo.

Os cerca de 160 milhões de habitantes da Nigéria repartem-se, quase igualmente, entre as confissões muçulmana e cristã.

Os conflitos entre os membros do grupo islâmico Boko Haram, que assumiu a autoria dos atentados deste domingo, e as autoridades, já tinha provocado quase uma centena de mortos, no final da semana passada.

A violência culminou com explosões às portas de três igrejas, em Gadaka, em Jos, mas sobretudo, em Madalla, nos arredores da capital Abuja, onde se conta o maior número de vítimas mortais, mais de 30, num balanço total que ronda as 4 dezenas.

O movimento Boko Haram pretende a imposição da lei islâmica na Nigéria. Ao longo dos últimos anos, as autoridades locais suspeitam que tenha desenvolvido laços estreitos com a Al-Qaeda.