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ONG no Egito alvo de operação policial

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ONG no Egito alvo de operação policial

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As autoridades do Egito fizeram um raide nos escritórios de 17 organizações não-governamentais e de defesa dos direitos humanos, uma medida musculada, em pleno processo de transição democrática, que levou já a fortes críticas por parte do Ocidente, nomeadamente dos Estados unidos, que ameaçaram cortar a ajuda militar ao país.
  
“Este raide representa uma escalada e um ato sem precedentes, algo que não aconteceu sequer durante o tempo de Mubarak. Havia de vez em quando raides nas ONG, mas nunca houve antes uma ação concertada como esta, contra várias ONG, tanto egípcias como estrangeiras. É algo muito grave, tal como a decisão de fechar algumas delas temporariamente”, diz Heba Morayef, da Human Rights Watch.
  
Abdu Qasim, ativista político, acrescenta: “Penso que este ato, contra organizações de direitos humanos, algumas delas estrangeiras, é uma violação dos direitos e da defesa dos cidadãos egípcios, com a desculpa de que esses grupos recebem fundos do estrangeiro”.
 
O financiamento estrangeiro foi a justificação dada pelas autoridades egípcias para esta operação, já que as organizações em causa terão alegadamente quebrado as leis do país nesta matéria. Ahmed Gabr é candidato às presidenciais e está a favor da medida: “Rejeito qualquer organização que receba dinheiro do estrangeiro. Qualquer organização que receba nem que seja uma libra de fora deve ser encerrada. Ninguém deve aceitar que nos estejam a pagar para governar o nosso país”.
  
As organizações não-governamentais tiveram um papel importante na luta contra a ditadura de Hosni Mubarak e nos protestos que levaram ao fim do regime. Agora, voltam a estar na linha da frente no protesto contra a Junta Militar que deve assegurar a transição democrática.