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Investigação francesa iliba Kagame na origem do genocídio no Ruanda

Investigação francesa iliba Kagame na origem do genocídio no Ruanda
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O governo do Ruanda felicitou o relatório da investigação francesa que parece ilibar o presidente Paul Kagame e os aliados Tutsis do atentado que deu origem a um dos piores genocídios da história.

Os dois juízes que lideraram o inquérito apresentaram esta terça-feira as conclusões em Paris, desresponsabilizando o campo tutsi sem no entanto apontarem as culpas aos hutus.

O advogado do presidente ruandês defende ainda assim que “as análises dos peritos de balística confirmam a suposição de que os mísseis foram disparados do campo de Kanombe. Isto significa que se pode agora por fim a mais de 16 anos de manipulação e mentiras neste caso”.

As relações diplomáticas entre a França e o Ruanda foram cortadas em 2006, quando um juiz acusou Kagame e vários aliados de orquestrarem o assassinato do então presidente ruandês.

A morte de Juvenal Habyarimana, quando o avião onde seguia foi abatido por mísseis durante a aterragem em Kigali, em Abril de 1994, marcou o início do genocídio no Ruanda.

Durante os cem dias que se seguiram, mais de 800 mil pessoas perderam a vida no massacre perpetrado por extremistas hutus.