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Querelas entre comunidades podem ditar fim do Museu Nacional bósnio

Querelas entre comunidades podem ditar fim do Museu Nacional bósnio
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O Museu Nacional de Sarajevo pode ter os dias contados. Depois de ter sobrevivido ao colapso do império austro-húngaro, a duas guerras mundiais e à divisão da Jugoslávia, o museu de 124 anos pode não resistir às querelas entre as comunidades sérvia, croata e muçulmana da Bósnia-Herzegovina.

Face ao curto financiamento e às dívidas crescentes, falta um acordo sobre quem deve pagar as faturas.

O diretor do museu, Adnan Busuladzic, explica que “nos quase 125 anos de existência, foram aqui colecionados cerca de três milhões de artefactos e 300 mil livros, alguns dos quais bastante raros”.

O desacordo entre as três comunidades já levou ao fecho da Galeria Nacional, no ano passado, e do Museu de História, na última semana. A Biblioteca Nacional também corre o risco de ver as portas em breve fechadas.

Os acordos de Dayton, assinados em 1995, puseram fim a um conflito que fez cem mil mortos mas, 17 anos mais tarde, persistem as tensões entre as três principais comunidades étnicas da Bósnia-Herzegovina.