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Naufrágio: "enorme erro humano"

Naufrágio: "enorme erro humano"
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O Titanic italiano ficou a 150 metros da costa, segundo o procurador de Grosseto, província da região onde se deu o acidente.

Acusado de homicídio múltiplo e de abandono da embarcação, o comandante do navio foi, entretanto, detido. Francesco Schettino descarta qualquer responsabilidade e garante que o navio bateu “numa formação rochosa” que não se encontra nas cartas náuticas.

Mas este não era apenas um dos maiores navios de cruzeiro – com um comprimento equivalente a três campos de futebol – mas, tecnologicamente, um dos mais avançados.

O ministro da Defesa italiano já veio a público dizer que se tratou de “uma enorme falha humana.”

Uma opinião partilhada pela população:

“Estamos no século XXI e com toda a tecnologia que os navios têm nos dias de hoje, isto não podia ter acontecido. Trabalhei no mar e há qualquer coisa aqui que não faz sentido. Creio que o capitão vai ter problemas” refere um italiano.

Outro adianta: “Na minha opinião e de amigos meus capitães, tudo indica que se tratou de um erro humano. O barco passou muito perto da costa e devia ter mantido uma distância maior.”

O paquete tinha como destino final a cidade de Marselha em França. Muitos terminaram a viagem , este domingo, de autocarro. Os que perderam familiares no naufrágio estão indignados:

“As notícias são más porque encontraram o corpo do meu pai. Ele está morto e não pode voltar para casa connosco. Estou muito chateada pela forma como tudo aconteceu. Aparentemente, não conseguiram um colete salva-vidas, nem entrar nos

botes salva-vidas. As pessoas que usavam coletes amarelos foram as primeiras a abandonar a embarcação e, é difícil saber, se os membros da tripulação não fugiram antes dos passageiros. O meu pai deu prioridade às mulheres e crianças, e não conseguiu sair” afirma uma sobrevivente.

De acordo com as últimas informações, a tripulação tardou a reagir. Cerca de uma hora foi o tempo que demorou a contactar a guarda-costeira, após o embate.

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