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Morte de soldados pode antecipar retirada francesa do Afeganistão

Morte de soldados pode antecipar retirada francesa do Afeganistão
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A França anunciou esta sexta-feira, o fim de todas as operações de treino e formação de soldados afegãos, a cargo do seu exército.

É a reação ao assassinato de quatro dos seus soldados, por um soldado afegão. Um incidente que provocou ainda mais oito feridos, entre o contingente francês.

Allan Juppe, o ministro dos Negócios Estrangeiros, diz que se tratou de um assassinato, com antecedentes:

“Não é a primeira vez que um soldado afegão assassina um soldado francês e eu escolhi a palavra “assassínio” porque é de um assassínio que se trata. É nossa responsabilidade, penso, adaptar o calendário de retirada, em função destas novas circunstâncias”.

Paris vai readptar o calendário da retirada das suas tropas que estava prevista apenas para 2014. Agora, admite-se uma antecipação.

O secretário Geral da Nato, Anders Fogh Rasmussen, diz que são incidentes isolados:

“Estes incidentes são terríveis, a todos os títulos, mas são isolados. A realidade é que, todos os dias, 130 mil militares de 50 países, da Força Internacional de Segurança e Assitência lutam e treinam, com 300 mil soldadios afegãos”.

Contas feitas, desde 2001, já morreram 82 soldados franceses no Afeganistão.

Por isso, o presidente Nicolas Sarkozy ameaçou retirar de imediato o contigente de 3.800 homens.

Tudo depende da opinião do ministro da Defesa, Gerard Longuet, que voou para Cabul, logo que foi conhecido o incidente.