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Senado francês vota lei sobre genocídio arménio

Senado francês vota lei sobre genocídio arménio
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As comunidades arménia e turca mobilizaram-se, em França, no dia em que o Senado do país vota uma das leis mais polémicas dos últimos tempos, que prevê penalizar a negação dos genocídios.

Se, para os arménios, esta lei faz justiça à história, para os turcos é uma afronta. O texto não faz uma referência específica, mas está ligado ao genocídio dos arménios pelo Império Otomano em 1915, um episódio da história que, quase 100 anos depois, continua a dividir as duas comunidades.

“O negacionismo é o insulto supremo à memória coletiva que partilhamos. Quem encoraja o esquecimento não faz mais do que atiçar o ódio que podia, e devia, ter sido apagado com o tempo. A nossa sociedade tem o dever de lutar contra o veneno negacionista. É isso que propõe este texto, destinado a preencher um vazio”, diz o ministro dos Assuntos Parlamentares, Patrick Ollier.

Em Ancara, a embaixada francesa foi palco de manifestações.

Os turcos acusam os políticos franceses de quererem substituir-se aos historiadores, ao quererem legislar sobre factos históricos que, para a Turquia, ainda colocam dúvidas. É a posição do primeiro-ministro Recep Tayyp Erdogan: “Não percebemos como é que o Sr. Sarkozy pode deixar que esta decisão seja tomada, só com base nos seus cálculos políticos. É algo que só os historiadores é que devem decidir”.

O texto é proposto pela deputada Valérie Boyer, da UMP, o partido do presidente Sarkozy e foi já aprovado na Assembleia Nacional. A aprovação no Senado, que está praticamente garantida, é o único passo que falta. A França tem cerca de 500 mil cidadãos de origem arménia.

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